REFLEXÃO SOBRE A PRÁTICA INCLUSIVA DO PROFISSIONAL DE EDUCAÇÃO FÍSICA COM ALUNOS AUTISTAS EM ESCOLAS MUNICIPAIS DE SORRISO/MT

  • Jailson Alves Bomfim
Palavras-chave: Autismo; Educação Física; Inclusão

Resumo

Em termos de normatizações, o cenário brasileiro encontra-se promissor, todavia, para o que tange a práxis, observa-se a inclusão muito aquém do ideal. Entre tais condições, manifesta-se expressivamente, o Transtorno do Espectro Autista – TEA, o qual caracteriza-se sistematicamente pelo déficit na interação social e comunicação, padrões restritos e repetitivos de comportamentos, interesses e atividades. Sugere-se causa multifatorial para o TEA, correlacionando fatores genéticos e ambientais, com prevalência sobre a população mundial em 1%. Alterações significativas em termos neurais estão presentes: o sistema límbico menor que é responsável pelas emoções e memória, cerebelo com número menor de células; crescimento encefálico maior, inferindo macrocefalia, alterações no padrão do eletroencefalograma – EEG, e nas funções executivas. Atualmente busca-se descrever a sintomatologia do TEA; destaca-se as normatizações adotadas em âmbito nacional para promover a inclusão; assim é de extrema importância evidenciar a compreensão dos profissionais de educação física sobre o TEA, e com base nestes levantamentos, o objetivo dessa pesquisa é saber como encontra-se a práxis de inclusão de indivíduos acometidos pelo TEA nas aulas de educação física de cinco escolas municipais de Sorriso/MT. Adotou-se como metodologia, uma pesquisa de campo de caráter exploratório, de abordagem qualitativa, que busca obter dados descritivos por meio do contato direto do pesquisador com a situação a ser estudada. Apesar da grande prevalência do TEA na população mundial, figurando expressivamente entre os transtornos do neurodesenvolvimento, foi verificado que a vivência e interação dos profissionais de educação física com indivíduos acometidos por tal transtorno no município de Sorriso/MT é muito inferior ao que se faz necessário para que a inclusão seja efetivamente realizada, ou seja que essas pessoas com TEA recebam, sintam, reconheçam, e pratiquem atividades física sistematizadas.

Publicado
2018-02-10